Considerado como a maior construção de defesa marítima existente em Portugal, o Forte de S. Julião da Barra começou a ser construído no século XVI, no reinado de D. João III. Arquitectos militares de prestígio nesse tempo, como Miguel Arruda ou Leonardo Turriano, colaboraram na obra.
O Forte foi ampliado ao longo dos séculos, já que a sua posição estratégica era considerada de grande importância para a defesa da entrada no Tejo.
A História do Forte não regista grandes feitos no campo militar, apesar deste ter sido bastante armado e de ter recebido efectivos militares significativos. O esforço, no entanto, não serviu de muito… A única vez em que o Forte foi atacado, foi por terra, o seu lado mais vulnerável, pelo que não conseguiu resistir muito tempo à invasão.
A fortificação foi tomada em 1807 pelas forças francesas comandadas por Junot, tendo sido reconquistada pelas forças inglesas, nossas aliadas, em Setembro de 1808. Um ano mais tarde, o Forte de S. Julião da Barra foi devolvido à administração portuguesa.
O Forte foi também utilizado como prisão política. Ainda hoje as condições em que os prisioneiros viviam podem ser constatadas pela desumanidade das suas celas.
Como edificação militar, é das mais imponentes obras que podemos visitar. No entanto, só é possível ter uma verdadeira noção da sua grandeza, percorrendo-se as suas muralhas e mergulhando no intrincado de salas e masmorras, parando também para apreciar a beleza da antiga cisterna, hoje utilizada como salão para recepções.
Tendo perdido as funções defensivas, diante da evolução dos meios bélicos, mas sempre ocupado como prisão política e farol, em meados do século XX foi desclassificado como fortificação militar e entregue à presidência do Conselho para ser adaptado para a recepção de membros do governo e pousada de visitantes ilustres (1951). Já no exercício dessas funções, foi utilizada para a recepção do general norte-americano Dwight David Eisenhower (1951) e na do marechal britânico Bernard Law Montgomery (1952), heróis da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A partir de então, os antigos quartéis foram adaptados para o uso civil como salões, sala de jantar e biblioteca, tendo a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) iniciado uma longa e cuidadosa série de intervenções de consolidação e restauro, em diversas campanhas (por conta própria em 1952-1954, 1962-1969, 1975, 1994-2000, e em parceria com o IST/LNEC de 1998 a 2001).
Actualmente, é pertença do Estado da Defesa Nacional. Só está aberto ao público mediante marcação prévia e disponibilidade do próprio forte.
Fonte: Wikipedia, Guia da Cidade
Links:
http://www.guiadacidade.pt/portugal/?G=monumentos.ver&artid=803&distritoid=11
http://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_São_Julião_da_Barra
http://www.ippar.pt/pls/dippar/pat_pesq_detalhe?code_pass=74623

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