Nem tudo poderá ser feito por máquinas

23 11 2009

Não sei ao certo qual a data de lançamento destes serviços por parte do Google, mas o certo é que tentou ou colocou-os em prática, nomeadamente no mercado Americano.

O Google á semelhança daquilo que faz na Web, passou/tentou passar o mesmo conceito para TV, Rádio e Imprensa.

Assim poderíamos licitar o CPM (Custo por mil contactos) que estaríamos dispostos a pagar e as nossas campanhas de TV, Rádio, Imprensa seriam colocadas directamente nas networks escolhidas.

Se no caso da TV, as coisas parecem estar implementadas, já na Rádio e Imprensa, revelou-se um fracasso, ver artigo publicado no Wall Street Journal.

O negócio da compra de espaço publicitário, continua a ser um negócio de relações humanas (human side of the business), e por muito que se coloquem máquinas a melhorar a nossa escolha, algoritmos facilitadores, haverá sempre uma componente subjectiva no processo, uma avaliação mais qualitativa que quantitativa.

Seria bom ou não num futuro próximo, e de certeza que será possível, eu estar perfeitamente georeferenciado, com o meu perfil bem definido, com gostos, preferências, usos e hábitos, e estar a assistir a um programa de TV (na Tv ou PC) e receber anúncios publicidade da pizzaria da minha rua, com uma promoção de uma Pizza 4 Queijos, com hipótese de mudar um ingrediente pois não gosto de camembert.

Pode até funcionar, mas será que ando de dieta?, será que ontem já tinha comido Pizza?

Nem tudo poderá ser automatizado e prevalecerá sempre o bom senso e humanização do negócio, um telefonema para resolver um determinado problema, uma campanha que tem de ir para o ar, um spot que tem de ser alterado, uma campanha que tem de ser anulada, o achómetro por parte do cliente, ou da Mãe, Sogra, filhos, planeador, etc. E isso só se faz com construção de relações interpessoais, com entreajuda entre operadores (meios) intermediários (agências) e clientes finais (anunciantes).

E aproveito para contar um episódio que aconteceu há uns anos largos numa agência, altura em que a Lotação esgotada de 4ª feira na RTP1 era rainha e senhora do cinema em casa, o produto a anunciar era alimentar e queriam o spot a abrir o break, alguém (na altura o planeador) se lembrou de olhar para a grelha da TV Guia para ver qual o filme que iria para o ar, era a Noite dos Mortos Vivos, claro está que o spot foi anulado.

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